Em apenas dois dias, o Portal Ramyria Santiago recebeu mais de 200 denúncias de pais e mães de família contra a empresa de crédito Crefisa, que atua em Codó.
Os relatos apontam para um esquema enganoso e abusivo, que vem lesando beneficiários do Bolsa Família e aposentados com o chamado “Refinanciamento Recorrente”.
⚙️ COMO FUNCIONA O ESQUEMA
A Crefisa oferece um empréstimo de R$ 750,00, dividido em 12 parcelas de R$ 159,00.
Após o cliente assinar o contrato e receber o valor, a empresa inicia o que chama de “refinanciamento do seu contrato”, sem o conhecimento da vítima.
Na prática, a Crefisa abre novos empréstimos em nome do cliente e envia pequenos valores — cerca de R$ 60,00 — para a conta do Caixa Tem.
Esses valores fazem o cliente acreditar que se trata de um aumento do Bolsa Família.
Esse procedimento é repetido de 3 a 5 vezes, resultando em diversos contratos ativos no nome da mesma pessoa, sem que ela saiba.
Além disso, a Crefisa deliberadamente deixa de descontar uma parcela do primeiro empréstimo.
Meses depois, a empresa acusa o cliente de inadimplência — mesmo sendo ela quem parou de debitar de propósito.
Essa “falha” é usada como justificativa para cobrar valores multiplicados, chegando a R$ 2.000,00 ou mais.
Mais de 40 pessoas relataram ao Portal Ramyria Santiago que, mesmo pagando todos os meses via débito automático, tiveram o nome incluído no SPC e Serasa, sob a falsa alegação de que não haviam quitado nenhuma parcela.
Há casos de codoenses que contrataram empréstimos de 12 meses e estão há quase quatro anos pagando a mesma dívida, porque a Crefisa renova os contratos automaticamente — e o pagamento nunca termina.
O resultado é devastador: centenas de pessoas com o nome sujo, sem entender o motivo, e presas em um ciclo interminável de dívidas.
⚠️ O “REFIN RECORRENTE”: O GOLPE EM DETALHES
1. A Crefisa libera o empréstimo normalmente.
2. Sem autorização, faz novos contratos no nome do cliente.
3. Envia pequenos valores na conta do Caixa Tem — o cliente acha que é um benefício.
4. As dívidas se acumulam, e a empresa alega que o cliente não pagou.
5. O empréstimo que deveria durar 12 meses se transforma em anos e anos de endividamento.
💬 Conclusão
O chamado “Refin Recorrente” é um esquema que explora a confiança e a vulnerabilidade financeira de famílias humildes.







