Dona Júlia, avó da criança, procurou o Portal Ramyria Santiago a pedido da família para esclarecer os fatos sobre a morte do bebê que repercutiu nas redes sociais. Muito abalada, ela contou que está se sentindo mal com tudo o que foi divulgado, principalmente porque, segundo ela, nunca houve nenhum indício de negligência por parte do hospital.
De acordo com Dona Júlia, o bebê nasceu prematuro, com apenas 36 semanas, apresentando sérios problemas no pulmão, no coração e uma má formação no tórax. A família relatou que levou o corpo de volta ao HGM apenas porque a medicação utilizada havia causado reações no corpo do bebê, que já estava sem vida há algumas horas. Por isso, o corpinho ainda se encontrava molinho, o que é compatível com os efeitos da medicação.
A avó destacou ainda que se sentiu desrespeitada com as imagens gravadas dela e do bebê, ressaltando que tudo que foi divulgado é mentira. “Eu não pude nem sair com o bebê para o enterro, porque queriam filmar pra inventar coisa que não aconteceu. A mídia expôs a minha dor e a da minha família”, desabafou.
Ela explicou também que a rigidez cadavérica é algo natural e que pode ocorrer pequeno sangramento, mas o óbito foi devidamente constatado por médicos e familiares.
O que mais revoltou a família foi descobrir que a própria funerária responsável por receber o corpo do bebê foi quem teria repassado a notícia falsa à imprensa. “A empresa que devia cuidar do corpo e respeitar a dor da família preferiu se aproveitar da situação para ganhar visibilidade”, lamentou.
O Portal Ramyria Santiago está apurando o caso e, em instantes, vai divulgar o nome da funerária envolvida.







